20/03/2008

Características do Síndrome de Asperger

De inteligência normal, estes rapazes tinham uma dificuldade marcada nas relações interpessoais. Quando se esperava que partilhassem os jogos com outras crianças ou se integrassem numa roda de brincadeiras, eram vistos sozinhos, preocupados de forma obsessiva com o objecto do seu interesse. A linguagem também era peculiar: embora por vezes usassem expressões ou vocábulos muito sofisticados, por outro lado não entendiam os ditados mais comuns ou as metáforas mais óbvias. As crianças com Asperger não compreendiam porque não dizemos o que pensamos, e pensamos o que não dizemos. A entoação era monocórdica sem as flutuações emocionais que dão colorido à nossa voz. A sua coordenação motora era tão pobre que se viam sistematicamente excluídos da participação em jogos colectivos, sem que, de resto, isso parecesse preocupá-los excessivamente. Em momentos de maior emoção apresentavam movimentos repetidos e estereotipados que lhes conferiam um aspecto bizarro.”



Asperger percebeu que estes rapazes partilhavam traços fundamentais com as crianças autistas.


Embora as características dos indivíduos fossem semelhantes, havia um grupo reconhecido por Asperger com níveis de inteligência e linguagem superiores – as crianças com estas características têm síndrome de Asperger. Porém, as suas observações ficaram ignoradas até aos anos 90 quando Lorna Wing, uma psiquiatra americana, chamou a atenção para o trabalho de Asperger e sublinhou a sua importância.

De então para cá o reconhecimento e o estudo desta disfunção cresceu exponencialmente, e as suas características clínicas e problemas associados foram melhor definidos.

As crianças com síndrome de Asperger são ermitãs: “Se eventualmente uma pessoa é companhia, duas são uma multidão.”

Alguns gostavam de ter amigos, mas não sabem como interagir socialmente: “A alternância do “dá-cá-toma-lá” na relação com os outros é lhes difícil. Não entendem como as outras crianças podem retirar prazer de brincadeiras mais ou menos violentas com contacto físico próximo, como também não percebem que o comum dos mortais não partilhe o fascínio por retroescavadoras, comboios, contentores do lixo ou outros temas obviamente de tremendo interesse e importância.”

Lorna Wing (1981) definiu o síndrome de Asperger com seis critérios de diagnóstico:

-A linguagem é correcta mas pedante e estereotipada;

-Ao nível da comunicação não verbal apresentam: voz monótona, pouca expressão facial, gestos inadequados;

-No que diz respeito à interacção social, esta não recíproca e revelam falta de empatia;

-Resistem à mudança e preferem actividades repetitivas;

-Ao nível da coordenação motora apresentam uma postura incorrecta, movimentos desastrados e por vezes estereotipias;

-Possuem uma boa memória mecânica e os seus interesses são especiais e circunscritos.



Hoje o síndrome de Asperger tem uma classificação separada do autismo no DSM IV – TR (Manual de Diagnóstico e Estatística das Perturbações Mentais).



A noção de um espectro de perturbações autísticas baseado na tríade de perturbações apresentada por Lorna Wing é importante para a educação e cuidados das crianças com autismo ou outras perturbações globais do desenvolvimento.



A criança autista vive num mundo à parte criado por ela própria, geralmente são incapazes de estabelecer relações pessoais normais, contudo, podem revelar uma ligação muito forte com os objectos.



Revelam ainda alterações ao nível da linguagem – padrões de fala inelegíveis e outras nem sequer falam, apresentam ainda dificuldades nas relações interpessoais; manifestam rituais – comportamentos estereotipados e repetitivos.



Podem ainda apresentar características como: inibição motora, mutismo, dificuldade em suportar mudanças de ambiente, recusa em procurar ou aceitar carinhos, gosto pela imitação de sons ou de movimentos, dificuldade em estabelecer amizades, entre outras…



O autismo é uma doença com um desenvolvimento gradual, assim: em bebés, os autistas não demonstram grande interesse pelo contacto, não sorriem, não olham para os pais, podem apresentar problemas ao nível da alimentação, do choro e do sono.

O bebé com autismo apresenta determinadas características diferentes dos outros bebés da sua idade. Pode mostrar indiferença pelas pessoas e pelo ambiente, pode ter medo de objectos.



Quando começa a gatinhar pode fazer movimentos repetitivos (bater palmas, rodar objectos, mover a cabeça de um lado para o outro). Ao brincar, não utiliza o jogo social nem o jogo de faz de conta. Ou seja, não interage com os outros, pode não dar resposta aos desafios ou às brincadeiras que lhe fazem. Não utiliza os brinquedos na sua função própria.


Aos 12 meses poderão demonstrar um interesse obsessivo por determinados objectos, revelam comportamentos estereotipados e repetitivos e até atrasos ao nível da locomoção.



Geralmente só a partir dos 24 meses é que se podem constatar dificuldades de comunicação – verbal e não verbal.



Depois dos 2 anos de idade a criança autista tem tendência a isolar-se, a utilizar padrões repetitivos de linguagem, a inverter os componentes das frases, a não brincar normalmente, etc…



Dos 2 aos 5 anos de idade o comportamento autista tende a tornar-se mais óbvio. A criança não fala ou ao falar, utiliza a ecolália ou inverte os pronomes.



Há crianças que falam correctamente mas não utilizam a linguagem na sua função comunicativa, continuando a mostrar problemas na interacção social e nos interesses.


Regra geral, dos seis anos de idade até à adolescência os sintomas mais perturbadores podem diminuir, contudo o problema não desaparece totalmente.



Os adolescentes juntam às características do autismo os problemas da adolescência. Podem melhorar as relações sociais e o comportamento ou, pelo contrário, podem voltar a fazer birras, mostrar auto-agressividade ou agressividade para com as outras pessoas.


Os adultos com autismo tendem a ficar mais estáveis se são mais competentes. Pelo contrário, os menos competentes, com QI baixo, continuam a mostrar características de autismo e não conseguem viver com independência.



No estado adulto, o autista não se consegue integrar na vida normal achando que o mundo é uma ameaça para si – fechando-se no seu mundo, pois sente maior segurança. Por vezes, neste período, o autista pode regredir e até voltar a manifestar comportamentos infantis.


As pessoas idosas com autismo têm os problemas de saúde das pessoas idosas acrescidos das dificuldades de os comunicarem. Os problemas de comportamento podem por isso sofrer um agravamento. Além disso, perdem muitas vezes o gosto pelo exercício físico e têm menor motivação para praticar desporto, o que não contribui para melhorar a sua qualidade de vida. Por outro lado, o seu comportamento pode tender a estabilizar-se com a idade.

O tratamento para o autismo não existe, centra-se apenas em tentar desenvolver na criança/jovem aptidões e competências ao nível da linguagem e ao nível social. Podem contudo, utilizar-se psicofármacos em situações de agressividade, autodestruição ou convulsões.

Características gerais das crianças autistas:

- Fisicamente sadios e de boa aparência;

- Desconhecimento da sua própria identidade;

- Falta de comunicação;

- Não mantêm o contacto visual;

- Retraídos, apáticos e desinteressados;

- Indiferença em relação ao ambiente que os rodeia;

- Resistência a mudanças de ambiente;

- Incapacidade de julgar;

- Ansiedade frequente e excessiva e aparentemente ilógica;

- Hiperactividade e movimentos repetitivos;

- Entorpecimento nos movimentos que requerem habilidade.



Sintomas:

Do nascimento até aos 15 meses:

-Problemas com a alimentação, como por exemplo: dificuldade na amamentação;

-Apáticos e não demonstram nenhum desejo de abraços e nem de mimo;

-Choro constante ou ausência total de choro;

-Desinteresse pelas pessoas e pelo meio ambiente;

-Medo anormal de estranhos;

-Movimentos repetitivos, como: balanceamentos das mãos, oscilações ou rotações prolongadas, entre outros…

-Interesse obsessivo por determinados objectos, jogos ou aparelhos mecânicos;

-Insistência nos seus desejos unicamente para que não se mude de ambiente físico;

-Problemas de sono.



Dos 18 meses até aos 2 anos:

-Dificuldades em aprender a controlar os esfíncteres e os hábitos de higiene;

-Hábitos e preferências estranhas na alimentação;

-Atraso na fala, ausência de fala ou poderão eventualmente perder a fala já adquirida.



Após os 2 anos:

-Afasia contínua ou utilização de padrões invulgares na fala, tais como repetir palavras e frases;

-Seguem os problemas de controlo dos esfíncteres e dos hábitos de higiene;

-Incapacidade para jogos vulgares;

-Alguns podem possuir habilidade musical, motora ou manual;

-Por vezes podem demonstrar insensibilidade à dor.


Características gerais das crianças autistas:

- Fisicamente sadios e de boa aparência;

- Desconhecimento da sua própria identidade;

- Falta de comunicação;

- Não mantêm o contacto visual;

- Retraídos, apáticos e desinteressados;

- Indiferença em relação ao ambiente que os rodeia;

- Resistência a mudanças de ambiente;

- Incapacidade de julgar;

- Ansiedade frequente e excessiva e aparentemente ilógica;

- Hiperactividade e movimentos repetitivos;

- Entorpecimento nos movimentos que requerem habilidade.




Confesso que copiei este texto todo,porque nao preciso acrescentar mais nada ao que foi dito.
Esta muito explicito e diz tudo aquilo que eu queria dizer.
Pois vivo tudo isto ,tenho um filho com estas caracteríticas todas,é o meu anjo e um doce de menino.

1 comentário:

sonia disse...

BOA NOITE CARA ELLENA... LI O SEU COMENTARIO SOBRE SINDROME DE ASPERGER E AUTISMO...
ESTOU PARA ME ESPOSAR NO PROXIMO MES DE SETEMBRO. MEU FUTURO MARIDO è VIUVO COM UMA FILHA DE QUINZE ANOS...
AS CARACTERISTICAS DE JULIA, MINHA FUTURA ENTEADA SE ENQUADRA MUITO AS DUAS SINDROMES DESCRITAS NO SEU COMENTO... A PARTE DE MEU INTERESSE "MATERNO" EXISTE TAMBEM O INTERESSE POR UMA CRIANçA ESPECIAL, QUE ATE EM TAO EU JA APRENDI A AMA-LA COMO MINHA FILHA LEGITIMA...
QUERO MUITO AJUDA-LA, TENHO MUITO PARA INICIAR UMA LONGA ENTRADA, VISTO QUE ELA NAO TEM NENHUM DIAGNOSTICO EFETIVAMENTE CONCRETO...
MORAMOS NO NORTE DA ITALIA, EU SOU BRASILEIRA E MEU FUTURO MARIDO è ITALIANO... GOSTARIA MUITO QUE VOCE ME MANDASSE OU ME INFORMASSE MAIS SOBRE ESSAS SINDROMES...
ESPERO CONTAR COM A SUA EXPERIENCIA E VALIOSA AJUDA...
UM FORTE ABRAçO
SONIA MARIA