Consegui agora através das novas oportunidades.
Já fui a JÚRI, com muitos nervos, muitos, muitos, muitos...
Ufa... consegui, nem quero acreditar.......
Obrigada MEU DEUS, Obrigada
A Vida....Ou o nosso Karma... Filhos, são todos especias,com Autismo, Asperger, ou ditos normais... Todos os dias é uma batalha,é um recomeço, mas valem tudo isso e muito, muito mais. Desabafar,partilhar, pedir auxilio, ajuda... Dizer tudo ,que vai na alma...
Como se sente uma criança com asperger? Fiz uma pequena pesquisa e descobri isto:
Em Portugal 1 em cada mil crianças sofre de Autismo e 4 em cada mil têm Síndrome de Asperger.
O autismo é uma alteração cerebral que afecta a capacidade das crianças de comunicar, sendo que algumas delas apresentam também um atraso mental e do desenvolvimento da própria linguagem.
Desta forma, muitas das crianças autistas vivem num “mundo à parte”, interagindo apenas com coisas que imaginam.
É como se criassem o seu próprio mundo. No caso da Síndrome de Asperger (uma forma de autismo, que não comporta nenhum atraso ou retardo no desenvolvimento cognitivo) as pessoas afectadas querem ser sociáveis e gostam do contacto humano, mas apresentam enormes dificuldades em fazê-lo.
Tanto o Autismo como a Síndrome de Asperger constituem perturbações que causam problemas na escola e em casa e que necessitam de um acompanhamento ao longo da vida.
Como se sente uma criança com Síndrome de Asperger e como se comunica com ela?
- Eu posso estar concentrado nos meus pensamentos e não ouvir alguém chamar ou falar comigo.
- Um determinado sabor pode ser óptimo para toda a gente, e para mim ser de vómitos. O mesmo acontece com alguns cheiros. O melhor perfume do mundo pode fazer-me sentir a sufocar.
- Às vezes os ruídos são para mim ensurdecedores e eu tenho de tapar os ouvidos ou fugir.
- Eu tenho um interesse especial ,do qual falo constantemente. Fico muito excitado quando abordo o assunto e não entendo porque é que os que me rodeiam não se interessam pelo tema.
- Eu tenho determinados rituais ou “manias”, que tenho de seguir escrupulosamente, para ficar calmo e relaxado. Mas às vezes fico frustrado pois ocupam-me muito tempo.
- Às vezes fico assustado se vejo muitas pessoas à minha volta ou alguém que desconheço. Nem sequer quero olhar para eles ou falar com eles, quero ser invisível.
- Eu não consigo perceber o que estás a sentir quando olho para ti. Tenho dificuldade em perceber a linguagem corporal a não ser que estejas a chorar, rir ou a gritar muito alto.
- A maior parte das vezes não gosto que me toquem.
- Não entendo as palavras com duplo sentido.
- Eu acredito piamente no que me dizem.
- Tenho consciência que sou diferente, que não consigo fazer com facilidade o que os outros fazem e isso deixa-me nervoso e frustrado. Mas não percebo a origem da minha diferença ou porque é que os outros me gozam.
- Eu gosto de conhecer novas pessoas e falar-lhes, mas não sei como. Elas assustam-me. Leva-me algum tempo a ficar confortável com alguém.
- Não percebo porque é que o meu professor diz que eu me porto mal… eu esforço-me por fazer o meu trabalho mas não percebo muitas coisas e não mas explicam correctamente. Mas se me sentam no fundo da sala ainda é pior porque ou fico a sonhar acordado ou me distraio facilmente.
- Não consigo com facilidade ver as horas, atar os atacadores, descascar uma peça de fruta, dar um chuto decente numa bola, andar de bicicleta, usar o compasso ou a régua.
- Algumas roupas são tão desconfortáveis que não consigo vesti-las.
- Prefiro ficar em casa a jogar Playstation ou ver televisão do que ir ao parque.
- No recreio não me importo de brincar sozinho.
http://saude.sapo.pt/artigos/agenda_de_eventos/ver.html?id=887640

LINGUAGEM
- A fala lúcida antes de idade 4 anos; gramática e vocabulário normalmente são muito bons . - fala às vezes é formal e repetitiva .
- A voz tende a ser plano e emotionless
- As conversações revolvem ao redor do ego
COGNIÇÃO ( APRENDIZAGEM )
- Obcecado com tópicos complexos , como padrões , desbote , música , história , etc.
- Freqüentemente descrito como excêntrico
- Q.I.s varia no do espectro , muitos abaixo do normal de habilidade verbal e acima da média em habilidades de desempenho .
- Muitos têm dislexia e problemas de escrita , e dificuldade com matemática .
- Falta bom senso
- Pensamento concreto (contra o abstrato)
COMPORTAMENTO
- movimentos tendem a ser desajeitado e desajeitado .
- problemas sensórios parecem não ser tão dramático quanto esses com outras formas de autismo .
- socialmente atento mas exibições interação recíproca imprópria
Investigadores acreditam que a síndrome de Asperger é provavelmente hereditária porque muitas famílias informam ter um " parente estranho " ou dois. Além , são informadas freqüentemente depressão e desordem bipolar nesses com o síndrome de Asperger como também em sócios familiares. No momento, não há nenhum tratamento prescrito para indivíduos com o síndrome de Asperger Na maioridade, muitos têm vidas produtivas , vivendo independentemente , trabalhando efetivamente em um trabalho (muitos são professores de faculdade , programadores de computador , dentistas) , e constituindo uma família . Aparentemente há várias formas de autismo de alto-funcionamento , e a síndrome de Asperger é uma forma .
www.autismo-br.com.br/home/As-geral.htm
.
Mais um Domingo, mais uma aldeia. Hoje é a vez de Bustelo, aldeia e freguesia.
A sua proximidade da cidade, faz com que entre a aldeia e Chaves, não haja praticamente separação física, sendo na prática mais uma freguesia urbana, aquela que fica a seguir a Santa Cruz/Trindade. No entanto e embora esta proximidade, continua também com a sua ruralidade que lhe é conferida pelo amanho de terras férteis, na planície alta de Chaves que se desenvolve entre pequenas montanhas desde a Torre de Ervededo até Curalha, passando por terras de Sanjurge, Soutelo e Valadanta. São terras férteis, que embora sem regadio, não tem falta de água, principalmente as de Bustelo, onde à boa maneira rural, ainda é frequente ver a água a correr junto aos caminhos.
.
.
A freguesia estende-se ao longo de 9.34 km2, a maioria solo agrícola e embora a aldeia ao longo destes últimos 20 anos tenha crescido, com novos bairros de habitação e algumas construções ao longo da estrada municipal que liga a Chaves, a verdade é que também perdeu população nestes últimos 20 anos, pelo menos os números dos Censos para aí apontam, com 585 habitantes em 1981 e 517 h em 2001. Perda de população que, comparativamente com a maioria das aldeias, não tem qualquer significado, pois continua a ser uma aldeia habitada, com vida, ainda com muitas crianças e gente jovem. 50 crianças com menos de dez anos (em 2001), o número diz tudo.
.
.
Quanto ao casario, digamos que também não vai mal, com muitas reconstruções e recuperações e casas novas. Claro que no seu núcleo também há casario abandonado e outro a precisar de obras, mas comparado com aquilo que é habitual na maioria das aldeias, Bustelo até se recomenda. Ao todo, ainda segundo o Censos
.
.
Dando uma volta, mesmo que apressada pela aldeia, nota-se facilmente a sua vida, que é reflectida também no equipamento desportivo e de lazer de apoio à aldeia, onde existe um polivalente para a prática das mais variadas modalidades e bem juntinho a este, um pequeno um simpático parque de lazer ou de merendas, à sombra de imponentes sobreiros e muitos carvalhos, onde não faltam grelhadores, mesas e bancos.
.
.
Quanto ao casario da aldeia, no seu núcleo, ainda há muito do casario tradicional em granito, mas também casario mais recente, e outro que com base no granito, foi sofrendo ao longo dos tempos algumas transformações e adaptações. Também há casas senhoriais, como a casa do paço, no cimo da aldeia, habitada e em bom estado de conservação, onde se adivinham simpáticos jardins e zonas de estar ao ar livre, pelo menos a julgar pela aparência e por aquilo que se vê da rua.
.
.
Mais abaixo, quase na entrada do núcleo da aldeia e na rua principal existe outra construção também senhorial, que suponho ter sido dividida ao longo dos tempos, apresentando-se metade em bom estado de conservação onde são notórias obras de restauro recentes, penso que habitada, pelo menos ocasionalmente e na continuação desta, a outra metade, a pedir e necessitar de obras interiores mas que, os seus proprietários não as fazem porque a querem preservar. Parece uma contradição, mas quem conhece a realidade da casa em questão, facilmente compreende que não há qualquer contradição, pois as suas velhas paredes estão quase todas elas pintadas com frescos, além de um dos compartimentos ser uma autêntica capela, com direito até a uma preciosa imagem de Nossa Senhora da Piedade.
.
.
Compreende-se assim o porque dos proprietários não quererem fazer obras no seu interior, pelos menos “obras tradicionais”, ou seja daquelas que se manda tudo abaixo para fazer de novo. Os proprietários, sem saberem mesmo qual a origem dos frescos, a sua data e até o que eles representam, sabem que aquilo tem valor e não se aventuram com obras, entretanto vão esperando…
A verdade seja dita, vi os frescos e, sem perceber nada do assunto, entendi logo que aquela gente neles representada não é gente da nossa, o que (para mim) aumenta ainda mais o seu interesse, não só no que eles representam como também em quem os pintou ou mandou pintar.
.
.
Quanto ao frescos, como leigo na matéria, recorri a um amigo e também colaborador deste blog, que após um breve estudo sobre o assunto me disse que “as imagens orientais dos frescos talvez se tenham inspirado na batalha de Aboukir (1799; há outra, naval, com o mesmo nome, de 1798) ou mesmo no massacre de Scio (1822), embora esta última hipótese seja mais improvável. De qualquer modo, está fora de dúvida que as imagens serão da primeira metade do século XIX e que o senhor com chapéu e penachos corresponde à iconografia da Revolução Francesa (1789).”
Talvez fosse bom consultar os historiadores cá da terra sobre o assunto, ou talvez não, que às tantas ainda mandam rebocar os frescos para os preservar. (não resisti…).
Também eu não sei qual a solução para os frescos e qual o seu real valor e também eu, tal como os proprietários, também espero interessado em saber qual o seu futuro, entretanto a velha casa vai deteriorando-se dia após dia ou ano após ano.
(Obrigado Carla por nos teres aberto as portas da casa).
.
.
E para rematar o post de hoje vamos a mais um bocadinho da história e o resumo possível sobre Bustelo.
Fez parte, desde o século XIV ao século XIX, do extinto concelho de Ervededo, tendo tido nessa altura uma Companhia de Ordenanças. A aldeia, como quase todas nestas condições, aproveitou o inicio da encosta da serra para implantar as suas casas, deixando os terrenos planos e férteis para a agricultura onde produzem essencialmente, o centeio, batata, vinho e frutas, além das habituais hortas de proximidade e algum gado (pouco).
Na entrada da aldeia situa-se a capela do Senhor dos Aflitos, bonita e digna de ser apreciada e cuja festividade se realiza no segundo Domingo de Agosto. Mais no cimo do povo temos a igreja paroquial, da invocação de Santa Maria Madalena, de linhas barrocas, possui no interior belos altares adornados de esculturais colunas salomónicas em madeira, com um bonito trabalho e douradas. Do casario o principal destaque vai para a “casa do paço”. Na documentação consultada, diz-se ter sido pertença dos Marqueses de Subserra, com uma frontaria com ornatos interessantes, possui no tal jardim interior (que se adivinha na passagem) uma lindíssima fonte com três taças concêntricas sobrepostas.
.
.
Embora eu pessoalmente desconheça, encontrei ainda referências à existência, no termo da freguesia, na encosta da serra do Laspedo a rochas com insculturas rupestres ofiolatras, e também a ruínas do grosso muro do Castro que existiu no alto da serra da Bandeira.
E sobre Bustelo é tudo, só falta mesmo localizá-la para que não sabe onde ela fica, ou seja, sai-se de Chaves (centro – que antigamente era nas Freiras e que agora não se sabe muito bem onde é…) em direcção às grandes superfícies comerciais, seguindo depois a caminho do Casino ou da auto-estrada. Poderá estranhar a estrada e pensar que vai enganado, mas não, vai bem e a estrada é mesmo assim, estreita e não está nas melhores condições, mas é essa. Quando chegar à primeira rotunda de acesso ao Casino/Auto-estrada, esqueça a estrada nova e boa que vê à sua esquerda e siga em frente, pela velha e estreita. Mais à frente, irá passar por baixo da auto-estrada e logo a seguir ao cruzamento de Sanjurge ou à “moagem”do Seara, surge o desvia para Bustelo, mas à direita. Se tudo isto for confuso, o melhor mesmo é perguntar qual é a estrada para Vilar de Perdizes ou Montalegre e quando encontrar a placa com indicação de Bustelo, vira aí, não há nada a enganar…
.
.
Agora mais a sério ainda. Bustelo fica aqui mesmo ao lado, mas é uma daquelas aldeias que para se conhecer temos que ir lá de propósito ou fazer um pequeno desvio da estrada, mas para que gosta de conhecer as nossas aldeias, é mais uma a não perder, pois ainda tem o seu núcleo tradicional quase intacto, em bom estado, além de se poderem apreciar algumas das coisas que por aqui deixei descritas e outras, pois não é possível deixar por aqui tudo.
Até amanhã, de volta à cidade!